Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens

domingo, 13 de julho de 2008

“Alfa-Sun” circula em Nelas a partir da energia solar

§ Viatura de 4,2o metros de cumprimento
circula a uma velocidade
de 30 quilómetros por hora §


Luís Carreiró, professor de Física na Escola Secundária de Nelas concebeu um carro inteiramente movido a energia solar que já se movimenta pelas ruas da vila.

O "Afla-Sun" é um projecto inédito em Portugal construído totalmente de raiz. Trata-se de um carro eléctrico com a utilização de cinco painéis fotovoltaicos que convertem a energia do sol em energia eléctrica e que, depois, é utilizada para carregar as quatro baterias. "Portanto, o carro é movido pelas baterias, o que lhe permite andar de noite, por exemplo. A partir daí tem o funcionamento eléctrico normal", concretiza o autor.

Com 4,20 metros de comprimentos e 1,75 metros de largura, o "Alfa-Sun", com uma caixa de velocidades automática, circula a uma velocidade de 30 quilómetros por hora, mas poderá atingir uma velocidade de 70 quilómetros "se se aumentar a rotação do motor", assegura o professor de física.

A ideia de construir um carro movido a energia solar, surgiu a Luís Carreiró quando tinha 15 anos e o professor de tecnologia do 11º Ano de escolaridade disse numa aula que um dia o petróleo iria acabar: "Foi uma coisa que me ficou de tal maneira, que fiquei sempre bastante receptivo às energias solares e, quando apareceram os primeiros painéis fotovoltaiscos no mercado, "a primeira coisa que fiz foi construir um carrinho pequeno eléctrico também com painéis, já lá vão dez anos".

Nessa altura faltou financiamento para a ideia inovadora de Luís Carreiró. Só em 2006, depois de ter levado esse carro pequeno a um concurso, lhe foi lançado o desafio para lançar um carro de maior dimensão. O "Afla-Sun", financiado no âmbito do concurso "ciência Viva" custo 11 mil euros "sem mão-de-obra paga e parte do material oferecido".

Em termos de funcionalidade, Luís Carreiró explica que "o carregamento fotovoltaico se destina a pequenas deslocações", com autonomia de cerca de duas horas, "mas para cidade era mais do que suficiente e com consumo a custo zero". Nesse sentido, o criador considera que, embora não havendo carros destes no mercado, seria possível avançar para um processo de comercialização. "Se eu, licenciado em Química, consigo fazer um carro, com certeza que as grandes empresas teriam muito mais facilidade em fazê-lo", admite.

Apresentado na Feira das Oportunidades, que decorreu em Viseu em Junho, e a circular a uma velocidade de 30 quilómetros por hora nas ruas de Nelas, uma empresa especializada está nesta altura a conceber a carroçaria: "Acho que vai ficar cabrio". Luís Carreiro acrescenta que o projecto ainda não está terminado. Dentro de um ano irá trabalhar no sentido de lhe dar mais velocidade e tornar o carro "mais eficiente", para, quem sabe ser no futuro uma realidade no mercado.

"Toda a gente sabe que o petróleo vai acabar, só que, em termos de estratégia global estamos a pagar os erros de dezenas de anos de políticas erradas", alerta o professor.

"Ciência Viva" apoia projecto.
O "Afla-Sun" é financiado pelo concurso "ciência Viva" e custou 11 mil euros.
Fonte: Jornal do Centro

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Defesa do ambiente vs "terrorismo político"

Como sabem não me quero meter na política ligado aos partidos, o que não significa que não tenha intervenção pública, a qual, por exemplo, pode ter como ponto de reflexão a acção dos políticos locais. Serve esta breve introdução para vir a público manifestar o meu apoio à associação Ambiente em Zonas Uraníferas (AZU) e em particular ao seu seu presidente, o Sr. António Minhoto, perante a forma ofensiva como foi tratado por um dos vereador da autarquia de Nelas, tal como a cobertura mediática de hoje documenta. Imagino que eu tenha direito ao mesmo tipo de tratamento, pois em várias ocasiões ousei denunciar vários casos. Fiquei a saber que pelo menos numa das minhas últimas intervenções não agradei, não sei se foi por ter mostrado imagens sobre a poluição do ribeiro corre junto à estrada que vai para Seia e desagua no Mondego, se por outras situações similares. Lembro-me ainda que várias vezes me referi à possível contaminação radioactiva da ribeira da Pantanha, na medida em que levava para o rio Mondego as escorrências da mina da Urgeiriça, sendo que os interessados nunca foram avisados de eventuais perigos, recebendo em contrapartida uma "recompensa" em dinheiro. Episódios à parte, vamos ao que interessa.
São bem conhecidas algumas formas de protesto em favor da defesa do ambiente que pouco o beneficiam, dado o seu radicalismo. Por outro lado, tal como outras formas de expressão cívica, a defesa do ambiente assume contornos específicos consoante o motivo concreto, o risco que representa, o passivo ambiental que afecta as populações, os actores locais e a capacidade de influência de alguns protagonistas. Isto só para citar alguns exemplos e estava sobretudo a lembrar-me do que se passou em Coimbra, para ser exacto em Souselas, com a questão da co-incineração. Sendo que nesse exemplo a questão ambiental foi tomada como o impulso para tirar Coimbra e a região do "esquecimento" ou para colocar a região na agenda se assim preferirem.
Ao contrário do exemplo anterior, o ambiente é visto no nosso país, sobretudo por empresários e autarcas, como um empecilho. Aliás o mesmo se passa com o ordenamento do território. Quando se trata de concorrer a fundos comunitários não se esquecem de valorizar a excelência de determinada área, exaltando o empenho das populações e as qualidades naturais dessa mesma área. Mas quando pretendem contornar os "obstáculos" ao que dizem ser desenvolvimento disparam em todos os sentidos à procura dos culpados, de quem impede o modelo de "desenvolvimento" que defendem. Talvez seja bom lembrar dois aspectos fundamentais: a defesa do ambiente é uma necessidade urgente; defender o ambiente não é atributo de uns quantos "guerreiros do apocalipse", deve envolver todos os cidadãos, seja qual for a profissão ou o cargo que ocupem, é uma questão de cidadania, não de terrorismo, pois isso será atentar contra o ambiente.
Não sei quanto dinheiro foi gasto na Quinta da Cerca, seja qual for a importância o episódio que hoje surge na comunicação social demonstra claramente que o ambiente somente é tomado como um valor a preservar quando pode ser usado como bandeira na luta política. De outra forma é desvalizado ou completamente desprezado, tal como aconteceu. Não vale a pena esconder a poluição com o potencial emprego que cria, pois todos sabemos que existem cada vez mais tecnologias limpas, se não são introduzidas ou é porque alguns fecham os olhos ou os outros arranjam formas de poupar. Até porque, como sabemos, as empresas poucos anos depois mudam de região e de país e o problema por elas criado permanece durante várias décadas. Falam tanto em desenvolvimento sustentável que esquecem a sua implementação, será pedir muito?

Manuel Marques com queixa-crime por Difamacao

Noticia retirada do Jornal Publico Online


Associação Ambiente em Zonas Uraníferas

Associação ambientalista apresenta queixa-crime contra vereador de Nelas por difamação

22.01.2008 - 12h02 Lusa

A associação Ambiente em Zonas Uraníferas (AZU) anunciou hoje ter apresentado uma queixa-crime por difamação contra o vereador da Câmara de Nelas Manuel Marques, que acusa de ter chamado "terrorista político" ao seu presidente, António Minhoto.

António Minhoto disse que a acusação foi feita por Manuel Marques a propósito da recente denúncia da AZU sobre a poluição na Ribeira da Pantanha, numa extensão de quatro quilómetros, entre a Barragem Velha da Urgeiriça (Canas de Senhorim) e o Rio Mondego, no concelho de Nelas.

Depois de António Minhoto ter atribuído a poluição a um pólo empresarial de Canas de Senhorim "que a autarquia tem de saber cuidar, criando condições para as empresas se instalarem, especialmente ao nível do tratamento dos resíduos industriais", o vereador Manuel Marques disse que "esse senhor é um terrorista político que quer destruir o concelho de Nelas", segundo o “Jornal de Notícias” de 11 de Janeiro.

Por considerarem esta afirmação "deselegante" e que "não corresponde nem à situação em causa, nem à postura da AZU desde a sua fundação", os órgãos sociais da associação decidiram avançar com uma queixa-crime contra Manuel Marques.

Contactado pela Lusa, o vereador Manuel Marques (PSD/CDS-PP), responsável pelo pelouro do Ambiente, confirmou ter chamado a António Minhoto "terrorista político", uma atitude da qual diz não estar "nada arrependido".

"Ele faz política de qualquer maneira, de uma forma terrorista", referiu, ao justificar o epíteto, acrescentando que a afirmação aconteceu num contexto de "um encher de ataques, quer pessoais, quer políticos".

A associação ambientalista lembra que foi criada em 2003, "para salvaguardar a existência de um melhor ambiente" na região, onde esteve sedeada a Empresa Nacional de Urânio (ENU) e durante décadas foi explorado aquele minério.

"A AZU contribuiu, com a sua insistência, para que o problema assumisse uma dimensão nacional, permitindo que a recuperação ambiental se iniciasse e fosse realizado um estudo epidemiológico sobre o impacto da radioactividade nas populações", acrescenta.

Por entender que todas as actividades que desenvolveu foram "sempre realizadas no mais estrito respeito pelas instituições e pelas pessoas", a AZU considera "abusivo o epíteto" atribuído ao seu presidente.

Manuel Marques referiu que tudo faz "em defesa dos industriais do concelho", garantindo que no caso da poluição da Ribeira da Pantanha, estes estão a agir dentro da lei. "Os parâmetros das descargas estão dentro dos parâmetros legais".

António Minhoto já recebeu a solidariedade da comissão dos ex-trabalhadores da ENU, da qual tem sido porta-voz, e também da associação ambientalista Amigos da Serra da Estrela.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Praia fluvial nos "Valinhos"

clique na imagem para ampliar

gentileza de:Blog Urgeiriça


Cine'Eco 2007

Está a decorrer em Seia e prolonga-se até ao próximo sábado, dia 27 de Outubro, o 13º Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente - Cine'Eco 2007. O programa inclui a exibição de filmes e a realização de diversas palestras, e que acontecem no Cine-teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia e no auditório do CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela. Para mais informações basta fazerem um click no site oficial em http://www.cineeco.org/

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pelo BTT e pela defesa do Planeta

Se me permitem este é um daqueles textos e imagens que faço questão de inserir neste e no blog do Folhadal. No que agradeço ao João Rijo as imagens que aqui reproduzo, as quais são um excelente exemplo para todos nós, não apenas a pedalar entre giestas e pinheiros, mas para todos, pois o que acontece é que muitos, com o ecoponto logo ao lado, vazam o lixo por todo o lado. É comum ver-se pequenas ou grandes quantidades de lixo por todo o lado, por exemplo, no caminho de Nelas para a Urgeiriça, onde este Verão chegou a deflagrar um incêndio, o cenário é de desencanto, já vi por essas bandas colchões, electrodomésticos, etc. etc.
Quem não se lembra quase transformação do campo de tiro em lixeira, para onde era atirado entulho de obras e electrodomésticos? Não esperem que sejam os poderes públicos a fazer o que nos cabe a nós. Se cabe aos poderes públicos fiscalizar e multar os infractores, antes disso cabe-nos a nós como cidadãos respeitar o que é nosso - o Planeta. Sim, o Planeta é nosso. Vocês não sei, mas eu tenho pelo menos ar para respirar, pois preciso, tenho luz, água, temperatura, solo... Tudo a necessitar dos nossos cuidados.